BUSCA POR MATÉRIAS

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Agentes de Vetores e Zoonoses fundaram Associação no Dia 20/12/2010 segunda-feira

Aconteceu solenidade de posse da diretoria provisória da Associação dos Agentes de Controle de Vetores e Zoonoses do Município de Ribeirão Preto (VZ Agecon) com o objetivo de dar voz à categoria nas reivindicações por melhorias no ambiente de trabalho.A celebração aconteceu na Sociedade Amiga dos Pobres, situada na rua Castro Alves nº 477, com a presença do Secretário da Saúde Doutor Stênio José Correia Miranda, que representou a própria pasta e também falou em nome da Prefeita de Ribeirão Preto, Srª D’árcy Vera; o ato contou também com a presença de vários vereadores e assessores, bem como grande quantidade de agentes de controle de vetores e zoonoses...O clímax, ponto alto da reunião, foi quando entre uma e outra fala dos oradores, uma pessoa que faz parte da história de Ribeirão usou a palavra: a senhora Áurea Moretti Pires (64) disse – “fico feliz em ver que a nossa luta pela democracia não foi em vão, pois estamos participando de uma solenidade onde as pessoas se reúnem livremente para oficializar uma associação de classe, o que, na minha juventude tínhamos que fazer clandestinamente, às escondidas, correndo o risco de sermos descobertos, presos e torturados como ‘subversivos’; parabéns aos agentes de controle de vetores e zoonoses por essa realização”...Segundo o Presidente provisório senhor Laércio Pires, a Associação deverá realizar um primeiro congresso em 2011, com o objetivo de ouvir as reivindicações de todos os agentes (são cerca de 300, em Ribeirão Preto).

Deste congresso nascerá um documento com propostas de melhorias, a ser entregue ao governo municipal... Laércio Pires – presidenteEndereço residencial: rua Antônio José Morgado nº 545 – Jardim MarcheseSede provisória – Rua Marina Romano Machado nº 145 – Adelino SimioniFones: 3011 3262 – 91252551e-mail: laercioppires@ig.com.brRibeirão Preto – SP

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sindicalista Cutista é morto a tiros em Sertãozinho.

Companheiros(as),

É com pezar que a Subsede da CUT Ribeirão Preto informa a todos, que
nesta manha (15/12), o Companheiro Wellington, Diretor Tesoureiro do
SINTRAMUS-CUT - Sindicato dos Trabalhadores na Montagem de Usinas de
Sertãozinho, foi brutalmente assassinado com tres tiros, na sede do
sindicato.
A coordenação da Subsede esteve presente no local do crime para
prestar solidariedade a família e aos demais diretores da entidade.
A investigação começou logo após o acontecido com a convocatória das
pessoas próximas e na linha de investigação da policia.

Informamos também que o corpo será liberado a partir das 02 horas da
manha, sendo transladado para o Velório da Saudade em Ribeirão Preto.
O enterro esta marcado para as 10:00hs da manha no cemitério da Saudade.

Sem mais,

Luiz Henrique de Souza
Coordenador da Subsede de Ribeirão Preto

O Companheiro Metalúrgico e Sindicalista de Sertãozinho Wellington Wagner Espagnol foi morto a tiros no final da manhã desta quarta-feira (15), no bairro São João, em Sertãozinho.

Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, suspeitos entraram dentro do Sindicato e o executaram com dois tiros. Eles fugiram em seguida em um Astra, segundo informações de testemunhas. Ainda está em investigação os motivos que ocasionaram o assassinato.

Wellington era Sindicalista a mais de 20 anos e era tesoureiro do Sindicato das Montagens Manutenção e Serviços Terceirizados filiado a Central Unica dos trabalhadores e em Fevereiro deste ano ajudou fundar o Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho reorganizando os trabalhadores da cidade que estavam entregues a grupo que há muito tempo esquecera o que era defender o trabalhador.

Wellington será velado a partir da madrugada desta quinta(16) no velório da Saudade ao lado do Cemitério da Saudade

A CUT solicita aos órgão policiais que continuem apurando todos os fatos e denuncie a justiça com o rigor da lei os envolvidos.

Também solicita do Ministério Público do Trabalhado uma maior agilidade nas investigações que estão sendo realizados no sindicatos da região de Ribeirão Preto e retirando do meio Sindical seres inescrupulosos que se apoderaram dos Sindicatos para benefício próprio e ou de um pequeno grupo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Resolução da Direção Nacional. Seguir mudando o Brasil para viver com qualidade e dignidade

Seguir mudando o Brasil para viver com qualidade e dignidade: estratégia da CUT para 2011
Escrito por: CUT Nacional


Resolução da Direção Nacional: reunião de 30 de novembro e 1º de dezembro de 2010

As políticas neoliberais na esfera internacional levaram à ampliação e agravamento da pobreza e tiveram suas conseqüências agravadas pela crise econômica de 2008. A crise atingiu fundamentalmente os países de capitalismo avançado e também aqueles que não optaram por modelos soberanos de desenvolvimento econômico e social.



Os países ricos, mergulhados numa crise sistêmica, certamente deixarão de ampliar as políticas e investimentos nos países em desenvolvimento e mais pobres assim como relutam em financiar as despesas com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.



Algumas tendências mundiais, na próxima década, podem influenciar o rumo do desenvolvimento, tais como a aceleração da transformação tecnológica; o agravamento da situação ambiental-energética; o agravamento das desigualdades sociais e da pobreza, resultante do aumento do desemprego e dos cortes dos investimentos sociais; as migrações, acompanhadas de reações racistas e xenofóbicas e; a contínua globalização da economia mundial, com multipolarização econômica e política.



Aqui, os elementos de desenvolvimento interno brasileiro – vale dizer, de distribuição de renda, de planejamento, valorização do trabalho e regulação pública do desenvolvimento – ficam fortalecidos. E, diferente de outras situações históricas, são forças mais de esquerda que dirigem o governo nacional.

Ao mesmo tempo, os velhos limites das alternativas estritamente nacionais se apresentam. Os espaços para uma atuação multipolar no plano internacional podem se ampliar. A América Latina continua sendo um espaço avançado de construção anti-neoliberal.



É nessa perspectiva que a CUT deve priorizar, no próximo período, uma agenda que debata com a sociedade o projeto de nação para os próximos 10 anos e influenciar, por meio de sua mobilização, para que o país caminhe nesse rumo.



Essa agenda é, sem sombra de dúvida, a valorização do trabalho, através da geração de mais e melhores empregos, na ótica do trabalho decente. Trata-se de criar uma nova dinâmica de ampliação de direitos do trabalho.



Uma estratégia de desenvolvimento que tenha como centro o trabalho não pode prescindir de uma política econômica ousada, que articulada, às demais políticas públicas, oriente o país para alcançar elevadas taxas de crescimento com sustentabilidade ambiental, redução da pobreza, da desigualdade de renda, das disparidades regionais e um sistema de proteção social, de acordo, por exemplo, com a PLACOSS – Plataforma Continental da seguridade Social. Necessita ampliar o papel redistributivo do Estado e elevar a educação ao centro dessa estratégia.



É por isso que a Jornada pelo Desenvolvimento continuará a ser a nossa principal estratégia. Será através da combinação da mobilização e negociação das propostas contidas na Plataforma da CUT que lograremos êxito.



Um novo período político



Dilma foi eleita presidenta pela esperança de aprofundar as mudanças. Sua eleição é resultado do acúmulo de forças sociais e políticas, com forte presença da CUT nas ruas. Abrimos um novo período político marcado não só pela superação do neoliberalismo como, sobretudo, pela potencialidade de construção de uma nova hegemonia no Brasil.



A CUT teve ação determinante durante o Governo Lula, por meio de mobilizações e pressão, foi criada uma nova dinâmica macroeconômica e novo reposicionamento público do Estado. A defesa de um projeto de desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e valorização do trabalho ganhou potência e foi ao centro da experiência de governo nesses últimos oito anos.



A política econômica do Governo Lula não pode ser meramente caracterizada como keynesiana ou simplesmente anti-cíclica. Essa foi uma vitória política imediatamente anterior à vitória eleitoral de Dilma. A CUT foi a primeira organização popular do país a apontar tal saída para a crise; posição essa que também ecoou nos fóruns sindicais internacionais.



A grande vitória de 2010 marca um novo período, ultrapassa a perspectiva. Aeleição presidencial liderada pelo PT amplia os laços com os/as trabalhadores/as e setores populares, com os partidos de esquerda e com uma militância social que se engajou na luta para derrotar a direita e eleger Dilma. Nossa vitória tem, portanto, um caráter democrático, popular e de esquerda.



Para a CUT, o primeiro mandato do governo Lula foi ainda marcado pela disputa de projetos na sociedade brasileira. Essa situação alterou-se com a vitória de Lula em 2006 derrotando e se contrapondo explicitamente ao neoliberalismo. As políticas desencadeadas no segundo governo acentuaram uma nova direção para o Brasil, mas ainda com obstáculos reais para uma nova hegemonia, conforme apontamos no 10º Congresso Nacional da CUT.



Esse quadro moveu-se à esquerda com o enfrentamento da crise internacional em 2008-09 com políticas anti-liberais e, a partir daí, configurando a vitória estratégica e a supremacia do nosso projeto para o Brasil. Nossa campanha expressou essa visão, conduziu-se como portadora de um projeto com novos avanços de desenvolvimento, distribuição de renda, soberania nacional, sustentabilidade e democracia.



Dilma transformou-se legitimamente na nova Presidenta do Brasil e, com isso, abrimos um novo período político que deve ser marcado por avanços democráticos na construção do Brasil. Por isso, a CUT quer garantir uma interlocução permanente no novo governo.



A oposição liberal em crise



Sem um projeto para o país, aoposição liberal assumiu um caráter declarado de direita. E, a derrota da candidatura demotucana de José Serra deve ser atribuída à derrota estratégica do neoliberalismo sofrida nos últimos 4 anos.



A direita, representada por Serra e por ele intrinsecamente assumida, subordinou-se ao nosso projeto de desenvolvimento do Brasil. À velha maneira demagógica, propôs ampliar políticas até então alvo de oposição: salário mínimo de seiscentos reais, duplicação do bolsa-família e ampliação do PROUNI, entre outras promessas. De outro lado, mobilizou as forças mais retrógradas como a TFP,monarquistas, grupos da antiga repressão e da tortura, os setores mais obscurantistas e reacionários da religião.



Os oligopolizadosmeios de comunicação privados integraram a frente única da direita. Esses oligopólios têm uma história golpista, com notória participação no golpe de 1964. Os temas que a direita explorou refletiram aspectos da nossa experiência de governo que permaneceram truncados, como é o caso da reforma política. Essa éuma das reformas reivindicadas pela CUT que não obteve avanços no Governo Lula. No novo cenário, de todo modo, é previsível a continuidade de embates políticos com a direita.



Um novo tempo de potencialidades



Assumir que estamos no limiar de um novo período político mais favorável à esquerda implica em novos desafios e tarefas. Fomos capazes até agora de enfrentar o neoliberalismo, de caminhar para um novo modelo de desenvolvimento, de integrar amplas massas ao conceito de nação e de iniciar mudanças importantes no cenário internacional em oposição ao imperialismo.



Temos agora o desafio de aprofundar a dimensão política democrática desse projeto. À inclusão econômica e social – base social fundamental junto com o fortalecimento da classe trabalhadora – devemos agregar a “inclusão” democrática. A luta por um processo amplo e participativo de reformas democráticas na sociedade e no Estado – na supremacia da sociedade sobre os mercados, nos direitos do trabalho, na eliminação da pobreza, na rápida redução da desigualdade social, na emancipação das mulheres e dos jovens e na conquista da igualdade racial, na relação com o meio-ambiente, na democratização da comunicação, na reforma política e na democracia participativa – tem novas e melhores condições e forças para avançar.



É importante destacar uma das maiores conquistas desse último período: a ampliação da participação dos movimentos sociais. Muitas de suas bandeiras têm sido transformadas em políticas públicas. A ampliação e o fortalecimento da educação pública, a política de longo prazo de valorização do salário mínimo, a promoção da agricultura familiar ao patamar de política de desenvolvimento, o amplo programa de moradia popular, o acesso a serviços básicos como a energia elétrica e ampliação do emprego formal, da renda do trabalho e do poder sindical nas negociações coletivas são alguns exemplos.



Contudo, ainda não conseguimos reverter vários aspectos da reforma trabalhista de FHC. Soma-se a isso o fato de que, mesmo com o avanço na geração de empregos e na formalização, nosso mercado de trabalho é historicamente desestruturado. Esses avanços ocorrem num mercado de trabalho marcado pela alta rotatividade, pela ausência de liberdade de organização sindical, pela imensa desigualdade de remuneração entre homens e mulheres, entre a população negra e branca, pela precarização do trabalho juvenil e por extensas jornadas de trabalho.



Alçar a emancipação das mulheres ao posto de prioridade na luta pela revolução democrática decorre do ataque reacionário sofrido por elas durante a campanha. Esse momento revela mais uma vez que há muito que se avançar para termos uma sociedade igualitária e democrática. As tentativas de criminalização das mulheres que defendem a autonomia de seus próprios corpos somam-se com a profunda desigualdade de gênero no mercado de trabalho e com a situação de violência a que são submetidas.



Reverter esse quadro é avançar nas conquistas democráticas, inaugurando uma nova dinâmica de direitos do trabalho. Por isso, devemos atualizar nossas bandeiras e ações aumentando nosso protagonismo, principalmente na unificação das lutas com os movimentos sociais.



Pela primeira vez, a mídia alternativa e a chamada blogosfera cumpriram papel relevante na disputa eleitoral no Brasil. Milhares de pessoas – militantes ou não – atuaram em redes sociais virtuais, com forte inovação na atuação política. As principais candidaturas em disputa perceberam as redes sociais como espaço de conflito social, organização de posições políticas e repercussão de mobilizações dos mais variados espectros ideológicos.



Devemos considerar essa inovadora forma de ação como um instrumento a mais na luta contra-hegemônica. Temos o desafio de planejar a sua utilização de maneira a potencializar nossas ações.





A Estratégia da CUT 2011 e os próximos passos da Jornada pelo Desenvolvimento



Conseguimos, em 2010, com a intervenção no processo eleitoral, afirmar diante da sociedade, as questões do trabalho, da distribuição de renda, da igualdade e da justiça social como elementos fundamentais para a formulação das políticas públicas que proporcionem, cada vez mais, qualidade de vida para a população. Transformamos a Plataforma da CUT numa ferramenta poderosa de referência e mobilização dos/as cutistas.



Agora, será necessário, transformar as diretrizes da Plataforma da CUT em bandeiras de luta, ações concretas e políticas públicas. Será preciso, também, em 2011, consolidar a aliança com os movimentos sociais, aprofundando o binômio reflexão–mobilização, para a classe trabalhadora viver com qualidade e dignidade no Brasil.



A agenda do trabalho decente como dimensão prioritária da Plataforma



Pela sua concepção ampla o Trabalho Decente busca abarcar todas as dimensões do trabalho e tem por objetivo o combate a precarização e a deterioração dos instrumentos de proteção e inclusão social. É um conceito ainda em disputa e precisa ser reafirmado constantemente, em especial no que se refere a ampliação de direitos. Por isso, se articula com as ações que a CUT já vem desenvolvendo ao longo de sua trajetória, em defesa da garantia e ampliação de direitos para a classe trabalhadora, emprego digno e de qualidade, igualdade de oportunidades e de tratamento e plena liberdade de organização e associação e reforça os objetivos que o sustentam.



A Agenda Nacional de Trabalho Decente construída e lançada em maio de 2006, com base em diversos planos governamentais, terá seu desfecho com a realização da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (inicia-se com conferências municipais e estaduais a partir de março de 2011 e culmina com a etapa nacional em maio de 2012). Os temas a serem tratados na Conferência de Emprego e Trabalho Decente dizem respeito ao conjunto do povo brasileiro.



O papel da CUT – Estaduais e Ramos - na construção das Conferências deve ser prioridade para o próximo período, participando da coordenação, discutindo regimento, definindo diretrizes, público, etc. Esta será a primeira Conferência do Mundo do Trabalho, espaço em que devem ocorrer as disputas por mudanças que democratizem as relações de trabalho no País. Nesses espaços de disputa teremos de um lado, o empresariado os Governos locais, que em alguns casos serão também nossos opositores. Do outro lado, estarão as demais centrais que em alguns temas também se oporão a CUT. Ou seja, a depender da nossa participação e intervenção, podemos avançar ou não nas relações de trabalho.



Devemos realizar amplo investimento em formação e comunicação sindical para reforçar nossa mobilização e intervenção em todas as etapas da Conferência. As estaduais e ramos da CUT deverão realizar plenárias com o intuito de organizar a mobilização local. Ao mesmo tempo, devemos reafirmar o papel estratégico das alianças com os movimentos sociais, particularmente a partir da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).



Tarefas do sindicalismo combativo



A Direção Nacional da CUT, reunida em Brasília, nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro de 2010, delibera para potencializar seu papel e protagonismo no cenário nacional e internacional, atuar em 2011, priorizando bandeiras e ações, conforme Quadro anexo, destacando a seguinte dimensão:

Transformar a Plataforma da CUT para as Eleições 2010 em ferramenta de pressão para prioridades do novo governo, contendo;
a. A unidade e coerência entre a política econômica e a opção de desenvolvimento de caráter sustentável, democrático e popular, com novo reposicionamento público do Estado;

b. A continuidade e aprofundamento da política internacional soberana, solidária e democraticamente integradora entre os povos;

c. A eliminação da miséria e a elevação das condições de vida da maioria, sustentabilidade e a valorização do trabalho com ampliação de direitos;

d. A democratização ampla, com reforma política e democracia participativa e efetivação da liberdade de organização sindical, de expressão e de comunicação;

e. A emancipação das mulheres.

f. A potencialização dos recursos políticos e financeiros nas áreas de formação e comunicação.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Falta de Democracia imperou na Assembléia do SSMRP/CTB

BOLETIM INFORMATIVO DA OPOSIÇÃO SINDICAL CUTISTA MUNICIPAIS DE RIBEIRÃO PRETO




Mais um exemplo anti-democrático dos Atuantes é o que aconteceu na Assembléia na Sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto.


Assembléia foi marcada em um dia que normalmente os Servidores recebem o Vale Alimentação e vão com suas familias para as compras mensais, para piorar as propostas vieram fechadas e não foi dado o direito aos Servidores a apresentar alterações e ou inclusão ou exclusão de artigos do Estatuto além disto contrariaram o arg. 39 que determina que só associados podem votar na assembleia para aterar o estatuto e as(os) companheiras(os) de Guatapará votaram as alterações.

Por estes motivos apesar de respeitar os Servidores que ali estavam, as oposições não votaram e não legitimaram este processo que enfia goela abaixo as vontade de um Presidente que saiu derrotado nas últimas eleições para Deputado Estadual, pois em uma cidade com aproximadamente 350 mil eleitores ter apenas 3702 votos, com menos de 10 concorrentes do município é um exemplo de rejeição.


Quanto as alterações para as oposições não muda muito, pois temos o respeito dos Servidores, mas para a situação ficou a marca do descrédito, ter que diminuir o número de diretores para poder inscrever a chapa é uma Vergonha. Quanto a vinda dos Servidores de Guatapará a FETAM/SP e a Central Única dos Trabalhadores estão dispostas a ajudá-los em um futuro bem próximo a serem donos de seu próprio nariz e não serem mandados por seres extra-municípios.


Ficamos tristes pois Seccionais como a da Guarda Civil Municipal que hoje tem 14 diretores (sendo 7 suplentes), com a alteração terá apenas 2 ( sendo 1 suplente). O DAERP que também tem hoje 14 diretores passará a ter apenas 6.


Quanto a eleição, fica em evidência que a mesma acontecerá entre novembro e dezembro de 2011, pois só pode alterar o Estatuto com no mínimo um ano de antecedência.


Finalizando não somos contra as mudanças que venham para democratizar o Sindicato, mas acreditamos que só são válidas se vieram de um período de discussão com os Servidores através de Assembléias Setoriais e ou Congresso, só para entender o golpe desde 2005 já houve mais de 4 alterações estatutárias e nunca o Servidor foi ouvido antes da Assembléia. Esta é a forma que pequenos ditadores fazem para perpetuar no poder, mas nós Servidores Municipais de Ribeirão Preto vamos dar a resposta na próxima eleição.


FORA DIRETORIA PELEGA! FORA DIRETORIA ANTI DEMOCRÁTICA!




Pelo Servidor Sempre! Saudação CUTISTA!


Alexandre Pastova
Oposição Sindical Cutista Municipais de Ribeirão Preto
16 88140614 16 81515410 16 91601490 16 30439203

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GOLPE CONTRA OS SERVIDORES MUNICIPAIS DE RIBEIRÃO PRETO

GOLPE CONTRA SERVIDORES


DIREÇÃO SINDICAL ATUANTE QUER ALTERAR ESTATUTO PARA SE ETERNIZAR NO PODER


Os servidores estão cansados das traições da direção sindical Atuante (Wagner/PCdoB/CTB).

Eles marcaram uma assembléia para alterar o estatuto sem debater com os servidores. Esse golpe é velho! Todo Pelego quando quer se tornar eterno na direção do sindicato muda o estatuto.

Se isso acontecer eles vão ficar livres para entregar nossos direitos, rebaixar salários, fazer todo tipo de negociação que lhes sejam favoráveis.

Sindicato é pra defender os trabalhadores, mas nas mãos dessa pelegada vai virar uma arma contra nós. Não podemos deixar isso acontecer!


TODOS À ASSEMBLÉIA

SEGUNDA-FEIRA, 29 NOVEMBRO 17h.

DERROTAR O GOLPE!

VOTAR CONTRA TODAS AS PROPOSTAS DOS PELEGOS

POR UM SINDICATO CONTROLADO PELOS TRABALHADORES

Assinam este documento

INTERSINDICAL - FETAM/SP- CUT – CSP CONLUTAS - SERVIDORES INDEPENDENTES

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Diga não ao Golpe Eleitoral! Assembléia Extraordinária do SSMRP no dia 29 as 17 horas e 18 horas


BOLETIM INFORMATIVO DA OPOSIÇÃO SINDICAL CUTISTA MUNICIPAIS DE RIBEIRÃO PRETO

Atenção Servidores Municipais de Ribeirão Preto, imprensa em geral e todos que lutam pela Democracia.Os Atuantes estão preparando mais um golpe para se perpetuar no poder. No dia 29 de Novembro de 2010 haverá uma Assembléia na Sede do Sindicato para a alteração do estatuto e a extensão de base para Dumont e Guatapará. Infelizmente o que deveria ser discutido com todos Servidores, até agora encontra-se escondido e nem ao menos na página do sindicatowww.municipais.org.br foi apresentada a proposta de alteração estatutária. Estão querendo ficar no Sindicato sem fazer eleição até 2012.

Como até agora não houve nenhum chamamento pela imprensa do sindicato, a não ser os editais publicados no DOU e na Folha de São Paulo, nós da Oposição Sindical Cutista estamos convidando todos os Servidores a comparecer na próxima Segunda Feira as 17 horas em primeira convocação e as 18 em segunda convocação, para dizermos um basta a esta diretoria autoritária e pelaga. Nào podemos aprovar nada sem ser discutido e ainda apresentamos como sugestão o fim da reeleição continuada para a Presidência do Sindicato e o chamamento de eleição de imediato para podermos novamente devolver o Sindicato aos Servidores! Segue abaixo o Edital publicado no Diário Oficial da União do dia 19 de novembro de 2010 e anexo a integra do DOU.

Pedimos a ajuda de todos para evitar que mais uma vez os Servidores saiam prejudicados!

Contra o Golpe Eleitoral! Por eleição democrática e imediata para a Diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto!

Pelo Servidor Sempre!

Alexandre Pastova
Oposição Sindical CUTista Municipais de Ribeirão Preto
FETAM/SP-CUT



SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS
DE RIBEIRÃO PRETO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
O Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão
Preto, cumprindo as disposições previstas no artigo 32 c/c
artigo 27, parágrafo único, inciso II do Estatuto da entidade, convoca
todos os servidores públicos municipais da cidade de Ribeirão Preto,
da cidade de Guatapará e da cidade de Dumont para participar da
Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 29 de novembro
de 2010, às 17h00 em primeira convocação e às 18h00 em
segunda convocação, com qualquer número de presentes. A Assembléia
será realizada à Rua XI de Agosto nº 361. Pauta do dia: -
Extensão da base territorial da entidade para os municípios de Guatapará
e Dumont; - Alterações, reformas e aperfeiçoamento do estatuto
da entidade.
Ribeirão Preto, 18 de novembro de 2010.
WAGNER DE SOUZA RODRIGUES

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

BOLETIM INFORMATIVO GCM-RP 10/2010

1- GCM DE RIBEIRÃO PRETO FORMA MAIS 501 ALUNOS NO PROJETO EDUCANDO PARA A VIDA

Prefeitura entrega certificados para mais 501 alunos do Programa “Educando para a Vida”
Evento, que contou com a presença da prefeita Dárcy Vera, reuniu centenas de familiares no Theatro Pedro II. Programa é resultado de um trabalho da Guarda Civil Municipal, direcionado aos alunos de (9 a 11 anos) das 4ªs séries das escolas municipais
Prefeita Dárcy Vera pede às crianças para que não permitam que a droga entre em suas vidas e destaca a importância de sonhar e acreditar em seu potencial para ser um vencedor.
Desta vez o espetáculo realizado nesta segunda-feira, dia 8 de novembro, no Theatro Pedro II, ficou por conta da formação de 501 crianças de escolas municipais que receberam o certificado de conclusão do Programa “Educando para a Vida”, efetuado neste segundo semestre de 2010. Promovido pela Guarda Civil Municipal em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e Associação Nacional de Prevenção ao Uso de Drogas (ANPUAD), o programa atende alunos de (9 a 11 anos) das 4ªs séries das escolas municipais. Seu objetivo é a prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas e valorização dos vínculos familiares.
Segundo a prefeita Dárcy Vera, este trabalho, realizado pela Guarda Municipal que acontece uma vez por semana em cada unidade escolar durante dois meses, é mais que um aprendizado. “O programa é uma lição de vida. Ele prepara a criança para enfrentar o mundo se prevenindo quanto à presença de drogas. As orientações ressaltam a importância dos laços familiares para a formação do jovem cidadão”, afirmou a prefeita.
Alunos André Luis Rocha e Ingride Caroline Laurenti de Souza, da Escola Paulo Monte Serrat, recebem o certificado das mãos da prefeita Dárcy Vera

Ministrado pelos guardas municipais Domingos Fortuna, Lidiana Standoro e Simone Schiavenato, também chamados de Agentes de Prevenção, o Programa orientou alunos das seguintes unidades escolares: Escola José Delibo (75 alunos), Anísio Teixeira (96), Escola Raul Machado (65), Escola Paulo Monte Serrat (100), Escola Alcina dos Santos Heck (65), Escola Geralda de Souza Spin (100).
André Luiz Tavares, superintendente da Guarda Civil Municipal, destacou que até o momento o programa já atendeu 10.231 alunos desde 2003 quando foi implantado. “Durante as aulas o programa estimula a autoestima, a valorização de vínculos afetivos, valores éticos e convívio social. A meta é tornar o aluno apto a identificar ações problemáticas; ampliando a capacidade de refletir e agir com autonomia, em busca da solução pacífica dos conflitos e a importância do estudo, de pensar antes de agir”, explica Tavares.
Alunos da Escola Geralda Espin durante apresentação

Também participaram da solenidade a secretária municipal da Assistência Social, Maria Sodré; a presidente do Fundo Social Mara Regina Canheo Pereira; os vereadores André Luiz e Giló; Marli Ferreira, representando o vereador Maurílio Romano; o vice-presidente da ACIRP Lino Strambi; Osvaldo Falaguasta, também representando a ACIRP; Laerte Carlos Augusto, presidente do Sindicato dos Servidores; coordenador do Programa Ribeirão Jovem, Jason Albuquerque; o presidente da Fundação Pedro II, Josué de Lima Peixoto; o comandante da Guarda Civil Municipal de Pitangueiras, Milton Januário da Silva; além de diretores de escolas, pais, alunos, professores e guardas municipais.
A Guarda Civil Municipal informa que as escolas municipais interessadas em receber o projeto “Educando para a Vida” devem fazer agendamento pelo telefone 3632-4747.
Sorteio de Bicicletas – Durante a entrega de certificados ainda foram sorteadas 12 bicicletas entre os alunos presentes no Theatro Pedro II, sendo duas para cada escola.
12 bicicletas são sorteadas no evento. Prefeita Dárcy Vera faz sorteio da primeira delas. Tainá Rodrigues, aluna da Escola Geralda Espin, foi a ganhadora

3- INAUGURAÇÃO DA 1ª BASE COMUNITÁRIA DA GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO

Bonfim Paulista ganha primeira Base Comunitária da Guarda Municipal.
Inaugurada nesta sexta-feira, Base está localizada na Rua Coronel José da Silva, nº 309, no Centro de Bonfim Paulista

Bonfim Paulista ganhou nesta sexta-feira, dia 12 de novembro, Base Operacional da Guarda Civil Municipal, localizada na Rua Coronel José da Silva, nº 309, no Centro. Momento de descerramento da placa inaugural.
A prefeita Dárcy Vera, acompanhada pelo vice-prefeito Marinho Sampaio, inaugurou na manhã desta sexta-feira, dia 12 de novembro, a primeira Base Operacional da Guarda Civil Municipal em Bonfim Paulista. Localizada na Rua Coronel José da Silva, nº 309, no Centro, o espaço conta com 12 guardas atuando diuturnamente e mais uma viatura para o patrulhamento no Distrito. Também participaram da inauguração, o deputado Estadual Baleia Rossi, secretários municipais, vereadores, coordenadores, diretores escolares, alunos, guardas municipais, autoridades civis e militares, entre outros.
A implantação desta base operacional é uma iniciativa da atual administração e que visa aprimorar a qualidade da segurança Segundo André Luiz Tavares, superintendente da Guarda Civil Municipal, o trabalho em Bonfim Paulista garantirá a preservação do patrimônio público em escolas, postos de saúde, assim como a manutenção da paz social na comunidade.
A prefeita Dárcy Vera destacou em seu discurso que a implantação da Base Operacional da Guarda Civil Municipal é uma conseqüência de uma série de investimentos destinados á Guarda Municipal. “Primeiro, investimos em equipamentos, novas viaturas, contratação de mais guardas e capacitação do efetivo, para depois termos condições de manter uma nova Base em atividade”, disse a prefeita e acrescentou: “essa conquista para Bonfim Paulista é uma forma de manter a cidadania e o desenvolvimento da cidade”.
Prefeita Dárcy Vera destacou em seu discurso que investimentos realizados junto à Guarda Municipal resultaram na implantação da Base Operacional, uma conquista para Bonfim Paulista que garantirá a preservação do patrimônio público e proximidade com a comunidade

Segundo o vice-prefeito Marinho Sampaio, há anos a população de Bonfim Paulista esperava pela implantação da Base da Guarda Civil Municipal. “Este investimento da atual administração contribuirá com a proteção dos prédios públicos e a segurança dos moradores. Agradeço a todo comércio de Bonfim Paulista pelas doações, quanto ao mobiliário, destinado à Base”, disse o vice-prefeito.
O vice-prefeito Marinho Sampaio, afirmou da importância dessa Base no trabalho de preservação e segurança para os moradores de Bonfim Paulista

A implantação da Base Operacional é mais uma meta cumprida no atual governo. “Ainda trabalhamos para que bases como esta se estendam a bairros da cidade. Desta forma concentraríamos por regiões um trabalho mais ostensivo, gerando maior proximidade entre guardas e comunidade”, explicou a prefeita.
Com a inauguração da base operacional da Guarda Civil Municipal em Bonfim Paulista, as reuniões do Conseg – Conselho Comunitário de Segurança- e Associação dos Moradores passam a ser realizadas na própria base.

André Tavares, disse que a Guarda Civil Municipal vivia um dia histórico com a inauguração dessa Base. Também observou que a prefeita Dárcy Vera pretende expandir este projeto a bairros de Ribeirão Preto
Prefeita Dárcy Vera discursando na inauguração
FRENTE DA BASE COMUNITÁRIA
DA BASE GCM BONFIM PAULISTA
COPA DA BASE COMUNITÁRIA
DA GCM BONFIM PAULISTA
SALA P/ INSTRUÇÕES AOS GCM´S
SALA DE ATENDIMENTO AOS MUNICÍPES
SAGUÃO P/ REUNIÕES COM A COMUNIDADE
SALA DO COMANDO
FUNDOS DA BASE COMUNITARIA
DA GCM BONFIM PAULISTAVARANDA DA BASE COMUNITÁRIA
GCM BONFIMPAULISTA

4- GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO É HOMENAGEADA NA CÂMARA MUNICIPAL

Sessão solene realizada pela Câmara Municipal, às 20h, no dia 7 de outubro, homenageou Guardas Civis Municipais
A Guarda Civil Municipal recebeu no dia 7 de outubro, uma homenagem especial, durante sessão solene realizada na Câmara Municipal, em comemoração ao Dia do Guarda Civil Municipal. O evento é uma forma de reconhecimento e agradecimento aos GCMs pelos trabalhos prestados à comunidade, diante das ações que executam voltadas à preservação do patrimônio e serviço públicos, bem como para a manutenção da paz social. Segundo André Luiz Tavares, superintendente da Guarda Civil Municipal, tanto a corporação quanto seus familiares participaram da sessão solene. “Esta homenagem muito nos gratifica, pois sabemos das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia e dos avanços profissionais que conquistamos, tornando a Guarda Civil de Ribeirão Preto mais presente e atuante”, ressaltou André Tavares.
Recentes investimentos na GCM de Ribeirão Preto:
Novas Contratações da Guarda Civil Municipal – Desde 13 de setembro, a corporação conta um efetivo de 230 profissionais. André Luiz Tavares, superintendente da Guarda Civil Municipal explica que só a atual administração efetuou 42 contratações, sendo 23 no mês de março e 19 em setembro. “Há oito anos a GCM não contratava um único guarda municipal”, afirma Tavares. Segundo a prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, esse aumento da corporação foi necessário em função do crescimento da cidade. “Investimos na ampliação da estrutura para atender a segurança dos próprios municipais e da comunidade em geral, visando a qualidade e eficiência do trabalho”, afirmou a prefeita. Ações já realizadas junto à Guarda Civil Municipal – Qualificação dos Guardas por meio do curso realizado na Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, com duração de 80 horas aulas/GCM; implantação da filosofia do patrulhamento comunitário para estabelecer vínculo de confiança com a população; reimplantação do patrulhamento ciclístico e motociclístico; implantação de monitoramento eletrônico nas Unidades Distritais de Saúde (UBDS) Central, Norte, Sul, e Leste, bem como na UBS do Jardim Zara e na sede da Secretaria Municipal de Saúde, com um total de 86 câmeras; implantação do sistema Infoseg, por meio de convênio da Prefeitura com o Ministério da Justiça, que garante, entre outras coisas, o acesso às placas de veículos e fichas criminais; implantação da patrulha ambiental; segurança nos Parques Públicos Roberto de Mello Genaro, Maurílio Biagi e Tom Jobim; continuidade dos projetos desenvolvidos nas escolas: “Educando para a Vida” - 2.226 crianças atendidas; “Anjos da Guarda”: mais de 3.300 crianças atendidas; e “Amigos da Natureza”: 816 crianças beneficiadas; aquisição de quatro novas viaturas e equipamentos; pintura e reforma de viaturas; melhorias na sede da Guarda Municipal; intensificação da patrulha escolar e ainda segurança diária em seis unidades escolares, onde o serviço é considerado essencial, inauguração da Base Comunitária em Bonfim Paulista.

(da esquerda p/ direita) Vereadores André Luiz, Dr Samuel Zanferdini, Marcelo Palinkas, CMT GCM André Tavares, Vereadores Bebé, Giló, Walter Gomes e Bertinho Scandiuzzi

Valorização permanente versus demagogia

Valorização permanente versus demagogia


Artur Henrique, presidente da CUT
Foto: Divulgação
O salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, atualmente em R$ 2.132, continua sendo o objetivo do movimento sindical representado pela CUT. Este é o nosso horizonte.

Por: Artur Henrique, presidente da CUT
Para manter uma trajetória firme rumo a esse valor, cuja implementação automática a realidade econômica não permite, continuamos defendendo a atual política de valorização permanente do salário mínimo como a melhor alternativa.

Essa política não é caracterizada apenas pela maturidade em relação às condições objetivas. É, principalmente, fruto da capacidade de organização autônoma dos trabalhadores, que instados pela CUT realizaram grandes mobilizações em Brasília, às vésperas da definição do Orçamento da União, para pressionar a equipe econômica a garantir percentuais de reajuste maiores que os previstos.

À mobilização seguiu-se o processo de negociação entre as centrais sindicais e o governo federal, que resultou, em 2006, na fórmula em vigor (% da inflação dos 12 meses anteriores % do PIB de dois anos anteriores = aumento do salário mínimo).
Terminava, com esse processo, uma prática recorrente, demagógica e na maioria das vezes inútil para os trabalhadores, de disputa no Congresso Nacional pela definição do valor do salário mínimo. Parlamentares de todos os matizes bradavam valores e no final a decisão cabia à caneta de tecnocratas dos governos de turno. Por vários anos, a despeito da disputa no parlamento, não houve aumento algum.

Agora a situação é outra. Quem depende direta ou indiretamente do salário mínimo – 43 milhões de brasileiros, incluindo 70% dos aposentados – participa do crescimento da economia. Os sobressaltos outrora comuns à espera da definição do novo mínimo foram substituídos por uma estratégia bem definida.

Porém, movidos por ressentimentos deixados pelo recente processo eleitoral ou pelo desejo de tomar para si a fama de “heróis”, alguns querem puxar o debate sobre o salário mínimo para um cenário já superado.

A CUT, diferentemente, defende que a política de valorização do salário mínimo, de eficiência já comprovada, seja mantida. E que para o valor que vai vigorar a partir de janeiro de 2011 seja encontrada uma alternativa que garanta aumento acima da inflação, a despeito da queda do PIB registrada em 2009 – PIB este que entraria no cálculo, segundo a fórmula em vigor.

Cobramos uma alternativa específica para janeiro de 2011 porque não é justo que quem ganha salário mínimo seja punido pelos efeitos da crise financeira internacional que derrubou nosso PIB no ano passado. Punição ainda mais injusta se considerarmos que o Brasil experimenta hoje franco crescimento.

Sensível a esses argumentos, o governo Lula já se comprometeu a negociar conosco e a garantir aumento real.

Por outro lado, querer trazer esse debate para outro âmbito embute um sério risco: a demagogia de agora pode implodir a política de longo prazo, prevista para durar até 2023. Até lá, estão previstas revisões periódicas que vão avaliar se os termos dessa política, à luz da conjuntura econômica, continuam vantajosos para os trabalhadores.